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Como reconhecer bijuterias de qualidade?

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Você compra a bijuteria, mas uma pedra cai logo no primeiro uso e a peça escurece. Esse não era o resultado esperado, afinal de contas você investiu dinheiro e tempo na escolha. Mas será que prestou atenção aos detalhes para ter a certeza de que estava levando para casa bijuterias de qualidade?

Bijuterias são peças delicadas e exigem um manuseio cuidadoso. Para ter um acessório que vai possibilitar usos por bastante tempo, você deve observar acabamento, cor, banho, material e preço para diferenciar bijuterias de qualidade das peças ruins.

Quer saber o que observar em cada aspecto para sempre ter bijuterias bonitas em casa? Continue lendo para aprender!

Banho

Bijuterias de qualidade recebem banho de ouro, ouro rosé, prata ou ródio. Quanto mais grossa é essa camada, maior a durabilidade da peça. Vamos entender como isso funciona!

O banho eletroquímico (ou a técnica da galvanoplastia) é a aplicação de uma camada de metal nobre sobre a superfície da bijuteria. O número de camadas varia; quanto maior, mais durável e de qualidade será a peça. Na prática, será mais difícil de ficar feia, escurecer e descascar. Há modelos que recebem até três camadas de ouro.

A durabilidade de uma peça banhada depende ainda de um segundo fator: a forma como é utilizada. Cosméticos e materiais de limpeza tendem a escurecer e tirar o brilho das peças.

A dica é usar perfumes, hidratantes e maquiagem e esperar alguns minutos para vestir os acessórios. Retire todas as bijuterias quando lavar as mãos ou tomar banho. O escurecimento também é causado pelo contato com ar, água e poluição.

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Bijuterias também recebem banho de metais nobres. Foto: Pete Bellis

Material

As bijuterias de qualidade têm um elemento em comum com as semijoias: o zamac. Esse material está presente nos dois tipos de peças, apenas diferem em número de camadas aplicadas.

O zamac é uma liga de quatro metais (zinco, alumínio, magnésio e cobre) resistente a choques e à oxidação e que é a base de brincos, anéis, colares e pulseiras.

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Bijuterias de qualidade têm zamac na composição, uma liga de metais bastante resistente. Foto: Charisse Kenion

O volume de níquel na composição também pode ser visto como um indicador de qualidade. Esse metal, que pode causar alergias na pele, provocando vermelhidão e coceira, está presente em bijuterias, óculos, relógios e até em botões de calças.

Pensando na satisfação das consumidoras, algumas marcas estão fabricando bijuterias antialérgicas com a identificação de “níquel free”.

Já o cádmio é uma alternativa mais barata na fabricação das peças, mas seu uso foi limitado pelo Inmetro no Brasil. Trata-se de um metal cancerígeno e que afeta as funções renais e hepáticas.

A limitação do uso do cádmio na fabricação e importação de bijuterias aconteceu em janeiro de 2016, depois de uma grande apreensão de bijuterias pela Receita Federal, no Rio de Janeiro, e de um teste constatar que as peças tinham até 60 vezes mais cádmio e chumbo que os limites considerados satisfatórios nos Estados Unidos (de até 0,03%) e na Europa (0,01%).

O Inmetro deu prazo de 36 meses para os fabricantes se adequarem à nova regra. O prazo vence em 2019.

Acabamento

Ao manusear uma bijuteria, preste atenção também ao interior e à parte de trás. As peças mais baratas e de qualidade inferior têm relevos internos e restos de metais; já as melhores têm superfície lisa e brilhante.

Outra dica é observar a aparência do metal. Se estiver opaco e áspero, significa que não é tão puro.

Nas pedras, prefira bijuterias com zircônia, que tem nível de classificação de qualidade, durabilidade e brilho. A zircônia se assemelha ao diamante, com a diferença de ter um valor mais baixo, tornando-se acessível às consumidoras.

No momento da compra, é difícil prever se a pedra vai se soltar fácil ou não. Uma forma de se prevenir é dar preferência a bijuterias com pedras cravejadas (quando existem pequenas garras no metal que fazem com que os apliques fiquem no lugar).

Para proteger pequenas pedras, a dica é aplicar uma camada de esmalte extrabrilho na peça. Essa técnica vai aumentar a durabilidade e valorizar o brilho da bijuteria.

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A zircônia é a pedra que mais se assemelha ao diamante. Foto: Wesley Tingey

Bijuterias, joias e semijoias

Bijuterias são fabricadas em materiais variados e menos nobres, como zamac, acrílico, vidro e tecido. São itens de moda, que acompanham a velocidade do lançamento das tendências com a vantagem de serem acessíveis ao grande público.

Bijuterias são fabricadas em materiais diversos, como tecido, acrílico e metal.

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Bijuterias são fabricadas em materiais diversos, como tecido, acrílico e metal.

As joias são fabricadas em ouro maciço, prata pura ou platina, têm brilhantes naturais e pedras com melhor lapidação. Têm acabamento de alta qualidade e características de exclusividade e durabilidade.

As semijoias têm aparência de joias, mas não são fabricadas em ouro maciço. A base é um metal, que é banhado em uma camada de ouro. No lugar de pedras preciosas, as peças trazem exemplares similares acessíveis.

Entendeu, agora, o que é importante observar para comprar bijuterias de qualidade? Veja as peças que você tem em casa e se atente a esses detalhes na próxima compra. Quer receber novidades por e-mail? Assine nossa newsletter!

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